Como a Buk transformou um fluxo crítico e acelerou sua cultura de produto com Amplitude e Minders
Uma melhoria operacional que se tornou uma decisão estratégica
Otimizar um fluxo pode parecer uma mudança pequena. Mas quando esse fluxo impacta mais de 1,3 milhão de pessoas todos os dias, deixa de ser uma melhoria pontual. Torna-se uma decisão estratégica. Foi exatamente isso que aconteceu na Buk, a plataforma completa de gestão de pessoas que atua em toda a América Latina.
Com o apoio da Minders e um uso mais profundo do Amplitude, a Buk conduziu uma transformação de produto que combinou dados, foco estratégico e mudanças visíveis para seus usuários. Essa transformação de produto na Buk com Amplitude e Minders não apenas reduziu em 70% o tempo necessário para solicitar férias. Ela também mudou a forma como os times entendem o produto, tomam decisões e priorizam o que é construído.
Quando o básico define toda a experiência
A Buk é uma suíte de gestão de pessoas. Centraliza processos como folha de pagamento, benefícios, treinamentos e fluxos administrativos. Seu modelo é B2B2C: as empresas contratam a plataforma, mas quem a utiliza no dia a dia são os colaboradores.
Nesse contexto, ações como solicitar férias ou consultar um holerite são expectativas básicas. Não são funcionalidades “nice to have”. Quando esses fluxos geram fricção, afetam a percepção de toda a plataforma.
Por isso, o time de produto passou a observar com mais atenção essas interações cotidianas.

Dados que incomodam, decisões que destravam
O primeiro sinal apareceu nos dados. O fluxo de solicitação de férias mostrava que os usuários levavam mais de um minuto apenas para encontrar onde iniciar o processo. Não era por complexidade, mas por localização: o acesso estava escondido na ficha do colaborador, longe do ponto de entrada principal.
Esse dado incomodou. Mas a fricção mais limitante estava em outro ponto: o acesso à informação. Antes de usar o Amplitude de forma estruturada, os Product Managers dependiam da engenharia para quase qualquer consulta. As perguntas exigiam queries em SQL e várias iterações.
Esse processo era lento, consumia foco técnico e dificultava a sustentação de ciclos contínuos de melhoria. Mesmo com uma cultura de Continuous Discovery já em andamento, a velocidade não acompanhava o ritmo do negócio.
Dados acessíveis para times que decidem mais rápido
O objetivo era claro: acompanhar o crescimento com uma forma de trabalho que permitisse aprender rápido e decidir com base em evidências. Para isso, os times precisavam explorar dados por conta própria, cruzar informações e validar impacto sem fricções.
O Amplitude era a ferramenta certa, mas o desafio estava na implementação. Foi aí que começou o trabalho conjunto com a Minders.
A transformação de produto na Buk com Amplitude e Minders foi pensada como um caminho estratégico, com foco na mudança cultural antes do rollout técnico.
Implementação com foco: menos dashboards, melhores perguntas
A adoção do Amplitude não foi massiva desde o início. Junto com a Minders, a Buk começou por times específicos e casos de uso claros: benefícios, experiência do colaborador e workflows. Todos com perguntas bem definidas e vontade real de usar dados.
Antes de visualizar qualquer coisa, a base foi organizada. Uma taxonomia clara foi definida, processos para formular perguntas de negócio foram estabelecidos e critérios sobre o que medir — e por quê — foram acordados.
A premissa era simples, mas exigente: se não houvesse uma pergunta clara, nada era trackeado. Com isso, o Amplitude se transformou em uma ferramenta para pensar o produto.
Caso férias: quando um dado impulsiona uma decisão
Com essa base, o time voltou a analisar o fluxo de férias. O dado seguia claro: mais de um minuto para iniciar a solicitação. A pergunta correta foi: onde os usuários esperam resolver isso?
A análise mostrou que o portal principal era o ponto de entrada da maioria dos colaboradores. Mas o acesso às férias estava em outra seção. A hipótese foi direta: se o fluxo fosse movido para o portal principal e o acesso simplificado, a fricção deveria cair.
Foram implementados acessos diretos por meio de modais e a navegação foi redesenhada. Com o Amplitude, a validação foi imediata.
Resultados claros e escaláveis
As mudanças geraram impacto mensurável:
⏱️ Redução de 70% no tempo de solicitação
🌐 Mais de 70% das solicitações concentradas no portal principal
👥 90% dos usuários ativos acessam por esse ponto
O fluxo deixou de ser uma fonte de fricção e passou a fazer parte natural da experiência diária. O time continuou analisando padrões e identificou que os colaboradores acessavam a plataforma com mais frequência quando recebiam sinais claros de que havia algo relevante para eles.
Esse insight levou a novos desenvolvimentos: lembretes, acessos visíveis e notificações push. O resultado foi um aumento na frequência de uso.
📊 De 4,2 visitas mensais por usuário para 5,28.
Decisões com evidência, não com intuição
Com o Amplitude integrado ao processo de discovery, a relação entre produto e dados mudou. As hipóteses são definidas antes do desenvolvimento. As métricas esperadas são alinhadas desde o início. Os resultados são analisados poucos dias após o lançamento.
Um exemplo foi o novo fluxo de signatários. Diante de dúvidas sobre escalabilidade, o time lançou uma versão limitada. Em menos de 48 horas, os dados mostraram impacto. Isso permitiu avançar com confiança para um rollout completo.
Inovar também é melhorar o cotidiano
Otimizar o fluxo de férias mostrou que a inovação também está no simples. Observar como milhões de pessoas interagem com um produto e se perguntar se pode ser mais fácil também é inovar.
Com dados como aliados, a Buk reduziu fricções, empoderou times e acelerou decisões. O resultado: uma melhor experiência para os colaboradores e uma organização pronta para continuar aprendendo.
🚀 Prontos para ativar uma cultura de produto orientada por dados?
Transformações reais começam quando o cotidiano é observado com intenção. Para escalar sem perder velocidade, o primeiro passo não é construir mais, mas entender melhor.


